Salmo de Asafe.
1O Deus poderoso, o Senhor, convocou toda a humanidade,
desde o Oriente até ao Ocidente!
2Sião é perfeita em beleza.
É de lá que Deus resplandece.
3Ele vem com o estrondo do trovão,
rodeado de um fogo destruidor;
uma grande tempestade ruge ao seu redor.
4Pois veio julgar o seu povo.
Então clama ao céu e à Terra:
5“Que o meu povo se junte,
todos os que, por meio de um sacrifício,
fizeram comigo uma aliança.”
6Deus os julgará como perfeito juiz que é;
os céus inteiros são testemunha da sua justiça. (Pausa)
7“Escuta-me, meu povo! Pois sou o teu Deus! Ouve-me!
Estas são as coisas que tenho contra ti:
8Não tenho nada a dizer a respeito dos holocaustos
que trazes ao altar,
pois isso fazes com regularidade.
9Não te peço nenhum dos teus touros,
nem os bodes que tens nos currais,
10porque, afinal, meu é todo o animal,
tanto dos campos como das florestas.
Pertence-me todo o gado nos milhares de colinas.
11Conheço bem, porque são minhas,
todas as aves nas montanhas e todas as criaturas dos campos.
12Se eu tivesse fome não o diria,
pois o mundo, e tudo o que nele existe, pertence-me.
13Não, eu não preciso dos sacrifícios de carne de boi
e do sangue dos bodes que me ofereces.
14O que eu pretendo de ti é uma verdadeira gratidão
e que cumpras as promessas que fizeste ao Altíssimo.
15Confia em mim nas horas de aflição e eu te livrarei,
e tu me honrarás e me louvarás.”
16Porém, ao ímpio, diz Deus:
“Com que direito recitas as minhas leis
e fazes apelo às minhas promessas,
à minha aliança com o meu povo?
17Pois recusas a minha disciplina
e desrespeitas as minhas palavras.
18Tornas-te cúmplice de ladrões, se os vês;
gastas o teu tempo com gente adúltera.
19Quando falas é só para praguejar e mentir,
numa linguagem imprópria.
20Falas mal até do próprio irmão.
21Tudo isto fazes e eu tenho-me calado;
pensavas que eu era como tu.
Mas agora chegou o tempo de te castigar,
de te pôr diante dos olhos tudo aquilo de que te acuso.